Helix é um syfy horror que promete mostrar coisas bastante nojentas, sangues e coisas podres. Tudo isso com aquela técnica conhecida de colocar pessoas em um lugar fechado e algo urgente acontecendo.
O enredo inicial se trata de uma equipe do centro de controle de doenças que é acionada a partir do momento em que há uma chamada de socorro em um centro de pesquisa hiper-futurista no ártico. Chegando lá eles começam a perceber que não é bem assim que o fusca anda.
O Dr. Hiroshi Hatake, interpretado pelo Hiroyuki Sanada, é o diretor geral do mega laboratório, e logo de cara inspira muita desconfiança a partir do momento em que só concede meias verdades e informações desencontradas.
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| Dr. Hatake |
A série não apresenta nenhum conceito inovador, os vírus já foram utilizados a torto e a direito na tv e no cinema. Aquilo que parecem ser zumbis também não trazem consigo uma grande inovação apesar de eles, os zumbis, parecerem ser inteligentes e trabalharem em grupo. Mas usando-se do arroz com feijão a série acertou, os mistérios são bem elaborados a maneira como novos personagens entram e saem também me agradou bastante.
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| Cartão de boas vindas da série: um corpo pobre |
Aparentemente há uma tentativa de não cair na tentação de usar os artifícios que lost utilizou, como flashbacks por exemplo, assim como houve um esforço para evitar que quando um personagem pergunte ao outro alguma coisa, o outro não respondesse com "porque?" ou um simples "não sei" sendo que nós, os telespectadores, sabíamos que não havia motivo para o personagem negar a informação.
As razões, motivações e caráter dos personagens são bem reais, o que causa um grande empatia. Mas ainda assim, há um grande problema nessa série: o elenco.
Billy Campbell (Drácula de Bram Stroker), não convence como protagonista, não digo que sua interpretação está canastrona, mas está sem vida, passa longe de ser tanto um songa monga como o Jack de lost que dava raiva pois estamos todos perdidos como ele estava ou como um líder sagaz e inspirador como Almirante Adama de Battlestar Galactica, personagem inesquecível aliás.
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| Billy Campbell: Carisma zero |
O problema não termina no Billy, quase nenhuma atuação convence, parece que após abrir o bolso e contratar um time de elite para a produção da série, resolveram abaixar os custos e puseram atores medíocres (se você não entende o que significa não é culpa minha) na tela. Mas nem tudo é essa desgraça toda, o próprio Hiroyuki Sanada (Lost, 47 Ronins, O samurai do entardecer) e Kyra Zagorsky (nada que mereça destaque) possuem ambos boas atuações.
A série tem resquícios de The Thing com O Enigma de Andrômeda, ambiente sempre tenso, mas sempre com mudanças e evoluções de um episódio ao outro.
Mas o grande chamariz da série, pelo menos o que funcionou no meu caso foi o time de criação e desenvolvimento da série, que é composto por profissionais que estiveram envolvidos em grandes séries como Lost, Arquivo X e principalmente Ronald Dowl Moore, produtor e roteirista que foi um dos principais responsáveis pela obra prima que foi Battlestar Galactica.
Se você é fã de ficção científica, terro e suspense, não deixe de conferir, entre altos e baixos a série se mostra muito boa.
Até a próxima!







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